Você no banco dos réus

A maioria das pessoas, pra não dizer todas, já passaram por aquele dia em que lidaram com o fracasso frente a frente.

Elas experimentaram aquele sentimento sufocante misturado com o nó na garganta, que nos faz querer desaparecer em um milésimo de segundo.

Algumas após um tempo, entenderam que errar é natural.

Reconheceram a sua humanidade.

Enquanto outras transformaram essa experiência em um reflexo de si mesmas e seguem acreditando que apesar dos seus esforços, para elas o sucesso é inalcançável.

Para esse segundo grupo, ter fé em si mesmo é algo muito complicado, elas pensam que se conhecem a fundo e por isso, se resumem em seus limites.

Quando na verdade, o que estão fazendo é se olhar somente pelo ângulo dos seus defeitos, somente por um lado da moeda.

Ouvir alguém dizer “você é incrível” parece um absurdo e logo as fazem pensar que se aquela pessoa as vissem de verdade, jamais diria isso.

E nesse retrocesso, de pensamento negativo em pensamento negativo, elas vão se prendendo, desaparecendo e matando o melhor de si.

Se você se identifica com o grupo acima, entenda que você precisa se tirar do banco dos réus.

Parar de condenar tudo o que faz, erros e acertos.

Além disso, quando você é inseguro, a sua opinião sobre si mesmo não é confiável.

Ela está contaminada pelas mentiras que com o passar do tempo você construiu a sua autoestima.

Talvez, as coisas que você diz a si mesmo jamais diria a alguém, a forma como você se trata, jamais trataria alguém.

Entenda que isso só vai ter um fim quando você aprender a respeitar a si mesmo.

Não espere estar pronto para começar, apenas dê o primeiro passo.

Para isso, você pode começar um processo de desconstrução.

O que você faz habitualmente que alimenta esse ciclo? Você acorda lamentando?

Fica criando expectativas injustas de como a vida seria melhor se você fosse como aquela pessoa que você viu nas redes sociais?

Você se desmerece na frente dos outros? Faz piadas dos seus erros para ser aceito?

Siga na direção contrária dessas atitudes, um dia de cada vez.

Crie uma rotina de cura diária, use a fé para isso. Ela existe dentro de você.

Você pode pensar que não sabe ter fé, mas todas as vezes que você concorda com aquela sensação que vai dar algo errado está colocando a sua fé a serviço do fracasso.

E automaticamente segue na direção para que isso aconteça.

A mesma força que você usa para acreditar que as coisas podem dar errado é a que usaria para acreditar que elas dariam certo.

A mesma força, pode produzir resultados diferentes.

E então, o que você fará agora?

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